quarta-feira, 6 de maio de 2009

Salada Caprese: simplesmente irresistível!

No meu primeiro post falei que estou fazendo um curso de gastronomia em uma escola argentina que se instalou em Campinas no início do ano. Serão dois anos, com aula todo o sábado, exercendo a função de aprendiz de cozinheiro.
Dividido em módulos, o curso é bem abrangente, e é na cozinha onde as coisas realmente acontecem. A cada aula, um tema especifico é abordado. Já passei por caldos, fundos e molhos, ovos, batatas, crepes, saladas e risotos. Apesar da correria sempre saio da aula com uma vontade enorme de colocar em prática tudo, ou quase tudo que aprendi. A diferença é que em casa cozinho na minha cozinha, e para as minhas cobaias. As experiências gastronômicas, regadas a vinho, são sempre muito divertidas e um grande sucesso - não sei se por conta da comida , ou pelo efeito do vinho...
Outro dia, num jantarzinho despretensioso para amigos, aproveitei para testar algumas receitas. Entre elas, a salada caprese, uma velha conhecida e que com o curso ganhou uma nova versão. Servida individualmente se transforma numa entradinha simples e ao mesmo tempo sofisticada.
Sempre gostei muito dessa salada, e acho difícil quem resista a tomates maduros e suculentos, folhas perfumadas de manjericão combinadas com a delicada mozarela de búfala que, na boca, derrete suavemente. Uma combinação simples, mas de sabor inigualável.
Antes do curso fazia como todo mundo faz: cortava os tomates em rodela, em seguida colocava a mozarela, folhas de manjericão e regava com azeite. Agora, é claro, prefiro como na foto.
O trabalho é um pouco maior, mas compensa. O tomate usado é o concassé, e o manjericão é transformado em molho pesto. Na preparação do molho, uma dica preciosa do chef André Otero. O alho e as nozes são colocados em uma frigideira e quando começam a soltar o perfume está na hora de colocar o manjericão. Só então, os ingredientes vão para o liquidificador. Assim que começam a ser triturados recebem uma generosa porção de azeite de oliva. Neste momento é importante acertar o sal e partir para finalização da salada: tomate, molho pesto, mozarela de búfala e mais um pouquinho de pesto. Aconselho polvilhar com pimenta do reino moída na hora e flor de sal. Não tem como resistir!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Que tal um cafezinho?


Nada melhor do que começar o dia com um cafezinho. A primeira coisa que faço quando acordo é correr para a cozinha e passar uma xícara da bebida que é uma das mais apreciadas no mundo. O cheiro de café fresquinho é revigorante, e o gosto forte um estímulo para o começo do dia. Não saio de casa sem cumprir esse ritual.
Por adorar café não canso de procurar lugares que ofereçam a bebida. Sou daquelas que mesmo sob um calor escaldante de quarenta graus não recuso convite para um café.
Hoje tive a oportunidade de tomar um cafezinho no Café Regina, meu preferido em Campinas. Com mais de meio século, a cafeteria fica na famosa Barão de Jaguara e está cercada de prédios históricos e centenários na região central da cidade. O cafezinho do Regina preserva a tradição e por isso, tem sabor de nostalgia. De forma artesanal é passado no coador de pano e servido na hora. Simplesmente delicioso.
Dá para imaginar que hoje em dia alguém faça café com coador de pano? Pois é, o Regina faz e muitos. O café de coador do Regina sobrevive à chegada de franquias famosas e é o preferido do público. De cada mil cafés servidos, apenas setenta são expressos.
É uma pena que o café bom é café feito na hora e que depois de certo tempo o sabor e aroma vão embora. Senão iria abolir o preconceito que tenho das garrafas térmicas e levaria um pouco para casa para saboreá-lo com um bolinho de fubá...


Café Regina
Rua Barão de Jaguara, 1302 – Centro.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Almoço de Domingo


Adoro domingo, principalmente quando não tenho absolutamente nada programado pra fazer. Como os outros dias são sempre uma correria desenfreada, domingo acaba sendo o dia que posso acordar um pouco mais tarde, tomar café da manhã tranquilamente e preparar o almoço sem nenhuma pressa e preocupação com a hora de servir. Pensar como agradar as pessoas ao redor da mesa no momento em que se compartilha a refeição é sempre uma preocupação que tenho quando recebo pessoas em casa, ou simplesmente quando preparo um almoço só para a família.
O cardápio de domingo tem que ter “cara” de domingo e ser “especial”. Os pratos não precisam ser sofisticados – mesmo porque não tenho habilidade para isso – mas tem que ter um toque a mais. Neste caso vale a criatividade. Uma carne, por exemplo, que viraria um picadinho pode ser incrementada com um caldo diferente e ganhar um sabor especial.
Este final de semana foi o que fiz. Improvisei a receita do famoso “Filet Aux Poivre Vert” substituindo o medalhão de mignon – como pede a receita original - pela carne em cubos. È uma receita simples e que tem a sofisticação realçada pelo sabor da pimenta verde, que é a pimenta-do-reino fresca conservada em sal. Ao contrário do que se pensa, ela é muito leve e extremamente saborosa.
Em uma frigideira com azeite e manteiga selei os cubos de mignon e salpiquei sobre eles sal e pimenta-do-reino. Em uma outra panela coloquei manteiga, um pouco de cebola picada e as pimentas ligeiramente cortadas. Reguei com um pouco de vinho e deixei a bebida evaporar. Por último, acrescentei o demi-glacê.
Para quem não conhece, o demi-glacê é a redução do caldo de carne que ganha uma textura mais espessa através do "roux" – um preparo utilizado para corrigir ou dar texturas ao molhos, e que é feito com manteiga e farinha de trigo. Ao molho, acrescentei a carne, ajustei o sal, a pimenta-do-reino e deixei apurar por alguns minutinhos. Finalizei com um pouco de manteiga gelada para dar mais brilho ao molho e servi com arroz branco. Delicioso!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Heloísa Bacellar no FILC



O encerramento do 1º Festival Internacional da Leitura de Campinas será com “chave de ouro”. Antes da apresentação do músico Toquinho com a Orquestra Sinfônica de Campinas, o público que estiver por lá poderá conhecer e conversar um pouco com a simpática chef Heloísa Bacellar. A fundadora do Atelier Gourmand, em São Paulo e autora dos livros “Cozinhando para Amigos” e “Cozinhando para Amigos 2 – Entre panelas e tigelas, a aventura continua” irá encerrar as atividades na Tenda Gastronômica no domingo, 26, a partir das 18h.
Se depender do carisma e das muitas histórias que Helô, como é chamada carinhosamente pelos amigos, têm para contar, os quarenta e cinco minutos previstos para o bate-papo informal com o público serão poucos.
Os livros de Heloísa são valiosos presentes para nós, simples leitores. Dos dois, não sei dizer qual gostei mais. A primeira edição do Cozinhando para Amigos é um primor. Com toda a sua generosidade e dedicação, Heloísa preparou quarenta cardápios para as mais diversas ocasiões. São sugestões “Para dias quentes”, Na varanda”, “Ao redor da churrasqueira” e também para um inusitado “Fim de tarde de domingo”. As receitas, garanto, são capazes até de espantar a má impressão causada pelo fim do final de semana.
Na segunda versão – “Entre panelas e tigelas” – Heloísa narra suas aventuras em 16 capítulos, cada um deles cheios de lembrança da autora, informações, técnicas e dicas sobre os temas. Os livros de Heloísa são tão aconchegantes que cada vez que escolho um deles para fazer uma receita, tenho a impressão que ela está ali ao meu lado, na cozinha, ensinando passo a passo cada receita.
Heloísa, em qualquer situação, sempre instiga o desejo de receber e agradar pessoas queridas, preparando tudo e organizando os mínimos detalhes, na maioria das vezes, sugados pela correria do dia a dia. Os livros de Heloísa merecem ser guardados a sete chaves e são como verdadeiras heranças passadas de mãe para filha. São por esses e outros motivos que vale a pena conferir Heloísa no FILC.
Encontro com Heloísa Bacellar no FILC
Dia 26/04 – 18h na Estação Guanabara em Campinas

Bar do Italiano terá 1º “Pratos e Brejas”


Conhecido pela grande variedade de cervejas, o Bar do Italiano, em Campinas, realiza neste sábado, 25, a partir das 13h, o primeiro “Pratos e Brejas – Harmonização com cerveja”. Sob curadoria gastronômica do jornalista e gourmet Manuel Alves Filho e da nutricionista Fabiana Panobianco, quem for ao evento irá degustar um menu diferenciado acompanhado por cervejas especiais. Entre uma garfada e um gole, os organizadores do evento prometem um bate-papo descontraído com os convidados sobre as características e histórias das cervejas degustadas e dicas de harmonização.
No menu bruschettas de berinjela e abobrinha serão servidas como entrada, e acompanhadas da Devassa Loura, do estilo Standard American Lager e também da Baden Baden Weiss, do estilo Weissbier. O prato principal será cordeiro com polenta cremosa harmonizado com uma das melhores cervejas do mundo, a belga Achel Trappist Brune, do estilo Belgian Dubbel. O primeiro “Brejas e Pratos” será finalizado com uma deliciosa sobremesa que leva purê de banana, creme inglês, rum e gotas de chocolate e para acompanhar a Colorado Demoiselle, do estilo Porter.
Os convites custam R$ 60,00 e estão sendo vendidos no Bar do Italiano. Uma outra opção é enviar um e-mail para o endereço
pratosebrejas@bardoitaliano.com.br.

Bar do Italiano
Rua Conceição, 860, Cambuí, Campinas. Telefone (19) 3294-4842

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Melhor do Comidinhas


É raro o final de semana que não vou a uma livraria. Lá em casa, o passeio é quase obrigatório e sempre às sextas-feiras lá estou eu com a minha prole circulando pelos corredores cheios de livros. Por mais monótono e repetitivo que possa parecer, o programa é uma excelente opção para quem tem filhos, e para as crianças as livrarias são como verdadeiros oásis. Enquanto meus filhos se divertem nos espaços infantis, eu sempre corro na seção de gastronomia e escolho alguns livros para folhear.
Como de praxe, na última sexta fui à Fnac e por acaso escolhi “O melhor do Comidinhas - Lugares (quase) secretos, dicas gastronômicas e algumas receitas” da jornalista Alessandra Blanco. Logo nas primeiras páginas tive certeza de que levaria o livro para a casa. Devorei as pouco mais de 200 páginas no fim de semana. O livro é realmente uma delícia e as dicas, preciosas. Descobri que em Serra Negra, cidade vizinha de Campinas, é possível saborear uma autêntica alheira. Eu, como apreciadora da iguaria portuguesa, inclui o restaurante como opção para um almoço de domingo ensolarado com a família.
Com texto leve e envolvente, a autora revela a cada capítulo lugares surpreendentes e inusitados dentro e fora do Brasil. Um que chamou bastante minha atenção fala da baiana do Bexiga em São Paulo. Dá para imaginar que no bairro mais italiano de São Paulo existe uma soteropolitana que faz sucesso preparando acarajés e outras delícias da culinária baiana? Pois é, segredos como esse compartilhado no livro e também no blog da jornalista são verdadeiros achados para quem aprecia comer bem. Vale a pena conferir!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Enfim, Tomates Frescos!



A vontade de criar um blog é antiga. Durante um bom tempo fiquei "digerindo"e "amadurecendo" a idéia para ter um espaço onde pudesse escrever o que quero e sobre o que realmente gosto, e aí está a minha primeira postagem.A culinária, que atualmente foi promovida à gastronomia, é uma área pela qual sou apaixonada.
Para falar a verdade, não sei bem quando essa paixão começou, só sei que este ano resolvi chutar o balde e fazer o que sempre quis. Deixei de lado mais uma pós-graduação, dessa vez em Marketing Político na Universidade de São Paulo (USP) para cursar dois anos de gastronomia e, segundo a proposta do curso, me tornar uma "chef" de cozinha. Sei que uma carreira dessa não se constrói da noite para o dia e que demanda tempo e dedicação. Mas, neste momento, não estou muito preocupada com isso.
O primeiro passo foi dado e os resultados poderão ser acompanhados -quase diariamente, se o tempo permitir- neste recém criado blog que resolvi chamar de Tomates Frescos. Ah, vocês devem estar se perguntado por que "Tomates Frescos"?
A razão principal é porque ADORO tomates. Acho uma hortaliça muito versátil. Podemos fazer desde um prato mais elaborado a uma simples saladinha. Em casa, por exemplo é sucesso garantido: sobre as rodelas de tomate coloco cebolas fatiadas finamente, folhas de manjericão rasgadas, parmesão e orégano, depois rego com limão e muito azeite. Hummm, uma delícia. Sei que é simples, mas muito saborosa.
Esses dias aprendi o tal do Tomate Concassé, usado na preparação do ratattouille e também de molhos. Até então usava aquelas latas com tomates pelados, que agora, aboli da lista do supermercado... Arrisco fazer até um Confit de tomates ao tomilho...